segunda-feira, 10 de março de 2014
Adentrando na (ótima) literatura sueca
Há
dois anos, estava eu na casa da minha tia assistindo a um dos melhores filmes
que já vi. Assistia a “Millenium – Os homens que não amavam as mulheres”, um
filme lançado em 2011 e estrelado por Daniel Craig (007) e Rooney Mara.
Dirigido por David Fincher (Clube da Luta), o longa prendera-me do começo ao
fim e me deixou louco com o desenrolar da história. Finalmente consegui
emprestado com uma amiga (VALEU NAYANE!) o livro que originou o filme e, após
algumas pesquisas, descobri que o autor publicara mais dois volumes da saga
Millenium (que ainda lerei e postarei aqui) e estava escrevendo o 4º volume,
mas infelizmente morrera vítima de um ataque cardíaco (trágico!).
“Os
homens que não amavam as mulheres”, ou “Män som hatar kvinnor” no original, é
um livro sueco escrito por Stieg Larsson e conta a história de Lisbeth
Salander, uma hacker poderosíssima que, digamos, não se encaixa na sociedade e
é extremamente problemática. Diagnosticada incapaz de tomar suas decisões
sozinha, ela vive sob a tutela de um advogado e precisa de autorização pra
fazer quase tudo em sua vida, principalmente financeira. Lisbeth trabalha como
freelancer numa empresa de segurança e seu trabalho é investigar pessoas a fundo
e montar relatórios sobre elas, seguindo as especificações e necessidades do
cliente. Num de seus trabalhos, Lisbeth acaba investigando a vida de Mikael Blomkvist,
o nosso segundo protagonista do livro. Mikael, um jornalista de meia-idade,
acabara de ser condenado por difamação contra um grande industrial, chamado
Wennerström, por ter publicado em sua revista, a Millenium, um artigo que
acusava Wennerström de desviar fundos sociais para o tráfico de armas. O
cliente de Lisbeth, Henrik Vanger, um velho rico e antigo dono de uma grande
empresa da Suécia, queria saber da vida de Mikael para oferecê-lo um emprego:
investigar o sumiço de sua sobrinha, Harriet Vanger, que acontecera há 37 anos,
na ilha em que a família Vanger estava para um grande jantar de negócios.
Pequenos acontecimentos naquele dia, em 1966, tornaram a lista de suspeitos
pelo assassinato/desaparecimento de Harriet bem limitada e a missão de Mikael,
com um pretexto de escrever uma crônica familiar, é descobrir o que acontecera
naquele dia. No decorrer da história, Mikael acaba conhecendo Lisbeth e os dois
trabalham juntos para solucionar este grande mistério.
Que
livro sensacional! Stieg Larsson conseguiu, em 522 páginas, prender-me por três
dias seguidos e me deixou louco para descobrir o final que eu já sabia por
conta do filme, mas que não diminuiu minha ansiedade. Os detalhes da narrativa,
a construção da minha personagem favorita, a Lisbeth, é fenomenal, não há como
não gostar dela e torcer para que ela se dê bem no final. O grande feito
realizado por Salander nas últimas páginas do livro é surreal e deixa o leitor
boquiaberto com a grande esperteza da garota. O desenrolar da história e as
descobertas feitas por Mikael também surpreendem, que mesmo sendo jornalista,
conseguiu descobrir coisas que policiais não descobriram em quase 40 anos de
investigação (que também fora feita por Henrik). Como em todas as histórias,
esta não poderia deixar de ter um vilão (ou vilã) que, eu, particularmente,
nunca imaginei que poderia ser esta a pessoa. Uma história muito original, muito
bem escrita e descrita com uma trama sensacional e inesperada. Deixei de falar
muitas coisas da história, mas não quero dar spoilers nem estragar algumas
surpresas. Deixo esta grande dica para meus leitores e espero que vocês leiam e
devorem o livro assim como devorei e, por favor, amem a Lisbeth!
Este primeiro
volume possui uma adaptação feita pelo cinema hollywoodiano mas também possui
uma adaptação Sueca que conta com mais dois filmes que dão sequencia à história
de Lisbeth, baseados nos dois últimos livros (“A garota que brincava com fogo”
e “A rainha do castelo de Ar”). Deixarei os trailers dos filmes abaixo e espero
que aproveitem:
("Millenium - Os homens que não amavam as mulheres", 2011)
("Os homens que não amavam as mulheres", 2009)


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